Júlia Bentes, fundadora da Daju Artesanal, empresa genuinamente paraense, que tem se destacado no segmento de cachaças e licores na região norte, é uma figura folclórica para muitos, e para outros apresenta modelo empreendedor de forma inteligente. Senhora com aparência e conversa jovem, além de proza agradável, Bentes sempre é convidada para participar de feiras que acontecem Belém (capital), e interiores do estado do Pará. Muitos garantem que as bebidas produzidas por ela é diferenciada devido valorizar a suavidade e o sabor natural das frutas.

Conhecida pela terra com sabores e aromas exóticos, o Pará desponta entre as estrelas nacionais com ingredientes de cultura indígena, e sendo a mais bem avaliada do país. A história de Júlia Bentes e a paixão pelas bebidas começaram há quatro anos. A empreendedora visionária, que tem formação em engenharia química, trabalhava no ramo de bolos e doces, e resolveu inovar em conceitos e prestações de serviços, e assim, iniciou uma nova atividade: produção de licores, com toques e sabores de frutas tropicais que a região Amazônica oferece em suas florestas.

De acordo com a empresária, os licores apresentam um grande diferencial, uma vez que são feitos com vodca. Optou por esse tipo de preparo devido à bebida favorecer na preservação do aroma natural e sabor. A linha de licores se destaca em 17 sabores: gengibre, jenipapo, laranja, tangerina, lima da pérsia, tamarindo, cupuaçu, bacuri, açaí, cacau, castanha do Pará, araçá, jambu e as novidades em chocolate, chocolate com pimenta e paçoca.

Após se consolidar no mercado de licores, Bentes acreditou que poderia se lançar para mais um desafio: apresentar ao mercado a tradicional cachaça de jambu – erva paraense que tem o consumo bem amplo, e famosa pelo efeito de adormecer a boca, além de promover vários benefícios à saúde. Através de várias pesquisas e experimentos, apostou na elaboração de uma cachaça com qualidade ímpar, com o realce das características sensoriais do jambu. O modo de preparo até o momento não foi revelado, mas relata que o sabor é diferenciado das demais. “A sensação ao tomar esta cachaça, é a mesma de uma cuia de tacacá, lotada de folha de jambu”, revela.

Com olhar estratégico investiu em trabalho e empreendimento, e está em constante crescimento de maneira saudável e consciente. Os processos aplicados para produção de bebidas, como a apuração, destilação, envelhecimento e engarrafamento são feitas de forma artesanal para valorizar a essência da bebida. Decorrente do sucesso de vendas da cachaça de jambu outros sabores foram criados: açaí, cupuaçu, jenipapo, pimenta e índio.

Júlia diz que o resultado do empreendimento também depende da desenvoltura da equipe de colaboradores. “Vejo minha equipe de colaboradores como uma família, pois temos os mesmos ideais, e o reflexo disso, é o crescimento gradativo, aliado a conquista e fidelização de clientes”, revela.

Em junho deste ano, Daju Artesanal recebeu o Troféu Imprensa Marajoara, com a melhor cachaça de jambu, e única contemplada no segmento de bebidas em 2018. Mas a grande autora dessa história, diz que não quer parar por aqui, almeja voos mais altos, e já está ampliando o campo de vendas para outros estados, e futuramente pretende exportar para outros países.

“Hoje, a cachaça é vista como um artigo valorizado para quem sabe apreciar bebidas com olfato, paladar e visão. Os nossos produtos são genuínos e apresentam características diferenciadas, e a maioria delas encontradas somente em nossa região”, finaliza a empresária.

Programa Negócios News

Coluna Ari Mota

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