A marca do futebol local é a desorganização. E isso é um reflexo da gestão na Federação Amazonense de Futebol, o que não é diferente no Amazonas. O jogo entre Manaus F.C e Payssandu (PA) foi à assinatura de falência de suas atividades perante a organização da sociedade.

O futebol aqui não tem prioridade, não tem planejamento. E não estou falando de resultado, onde o nosso futebol ha muitos anos não consegue nada a nível nacional, não consegue nem superar o futebol paraense. Falo em administração.

Todos esperavam um bom público para o jogo, mas pouco se vez, para viabilizar a chegada do torcedor na Arena da Amazônia. O Jogo não ocorreu apenas na Arena, ele extrapolou os limites do estádio e permeou todo o tecido urbano da cidade esteve nos bares, nas ruas, nos transportes públicos, na internet, no coração e mente de todo torcedor amazonense e não tínhamos garantia alguma de segurança.

Fica nítido que no futebol tudo é aceito, pois envolve a paixão, somente por parte dos torcedores, pois nossos dirigentes estão preocupados é com o que vão levar de vantagem, quanto vão ganhar, ai tudo é aceitável, discutível, o que não deveria ser assim. Enquanto a torcida buscava locais para estacionar a preços de R$ 10 reais os estacionamentos, outros se espremiam, para entrar no Estádio, pois tinham poucos portões aberto para o acesso, os dirigentes da FAF estavam na tribuna de Honra, no ar-condicionado degustando coquetel regado de bebidas, tudo por conta do torcedor.

Esse torcedor amazonense totalmente apaixonado, doido varrido por futebol. O torcedor amazonense é o futebol amazonense em si, e nunca foi mero coadjuvante. O torcedor amazonense ama futebol, só não gosta de lambança. Se recusa a dividir espaço com ela.

Infelizmente estamos longe de uma outra realidade, estamos longe de conseguir manter essa paixão aqui, por isso buscamos refugio no futebol carioca.

 

Saudações Tricolores!!!!!

Coluna Ari Mota

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