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Esta a cada ano mais difícil participar do Festival Folclórico de Parintins, com os preços praticados tanto para as passagens aéreas quanto para os ingressos do festival. O festival virou um comercio sem freio e sem fiscalização do poder público e as pessoas só pensam em lucrar e lucrar cada vez mais.

O festival esta ficando um show para a elite e pessoas bem abastada financeiramente, ou membros do Governo, da prefeitura e convidados do Dissíca Calderaro, que determina quem vai ser credenciado ou não.

Já os meros seres humanos sofrem, para conseguir ingressos, hospedagens descentes e com preços dentro da realidade e alimentação de qualidade, com valores justos. Eles  merecem os meros mortais também ter ingressos e assistir ao festival com um pouco mais de conforto. Só para se ter uma ideia uma cerveja em lata, dentro da arena, custa R$ 7 reais.

Parintins fica localizada no estado do Amazonas (distante cerca de 380 quilômetros da capital Manaus) e, portanto, só se chega de barco ou de avião. No período do festival, tanto a quantidade de barcos quanto a quantidade de voos aumentam.

Aumentam também os valores, chegando a dobrar e, às vezes, até triplicar o preço. A maioria dos barcos sai de Manaus rumo a Parintins, mas há embarcações que saem de Santarém e Óbidos, no Pará. Uma viagem simples em uma rede no barco de linha como são chamadas as embarcações da região, custa em média, R$ 70 reais, ou seja, R$ 140 reais ida/volta.

Isso antes do festival, durante a semana que antecede a festa, esse preço sobe, para R$ 350 reais, a única diferença é que o passageiro fica hospedado no barco, mas sem direito a nada, só tomar banho e dormir.

Quem vai de barco, apesar de caro, é a melhor e mais barata opção de hospedagem, apesar do desconforto, pois uma suíte em centenas de pousadas na cidade, não sai por menos de R$ 1,500 reais, cinco noites.

Já a viagem de avião demora no máximo 40 minutos, mas tenha certeza que esse será os 40 minutos mais caros da sua vida. Ir a Parintins de avião está se tornando a cada ano mais caro. Há duas empresas que operam voos regulares pra Parintins: a Gol e a Azul e os preços não são inferior a R$ 600 o trecho nos dias do festival. E mesmo com o anúncio de voos extras, os preços permanecem altos.

Portanto se ninguém fizer nada, não tomar uma posição firme descente, iniciar uma fiscalização séria, nas pousadas, passagens e ingressos, a tendência é que esse festival vá se deteriorando e deixando de ser uma festa dos amazonenses, meros mortais e passe a ser dos empreiteiros e políticos do PT, pois só eles estão com dinheiro na conta sobrando.



Coluna Ari Mota

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