eleição

 

“O futebol é uma caixinha de surpresas”. O dito popular, tão verdadeiro quanto antigo,

parece ter trocado o esporte pela urna eletrônica no primeiro turno das eleições,

quando uma importante parte dos prognósticos se mostrou equivocada. Tanto quanto

os resultados do pleito, a “margem de erro” tomou conta das conversas no país.

Entre questionamentos, reclamações e interpretações bem-humoradas, uma pergunta

parece ser cada vez mais relevante: quais são os caminhos para a modernização e

melhoria dos métodos de pesquisas?

Erros berrantes que levam a população, muitas vezes ao erro, pois bem, se estamos em

uma democracia, nada mais justo que a verdade e a não manipulação sejam extirpada da

nossa convivência. Tendo como referência as pesquisas Datafolha e Ibope, divulgadas

na véspera das eleições, o candidato à presidência Aécio Neves (PSDB) teria de 24%

(Datafolha) a 26% (Ibope) das intenções de voto, quando na verdade obteve 33,55% dos

votos. Candidato ao governo do RS, José Ivo Sartori (PMDB) aparecia em terceiro lugar

nas pesquisas com 29% nos dois institutos, mas acabou o primeiro turno em primeiro

lugar com 40% dos votos. Na Bahia, a situação foi semelhante com Rui Costa (PT), que

era apontado com 46% dos votos e obteve 54,53%. Já em SP, Alexandre Padilha (PT)

obteve 18,22% dos votos, enquanto o Datafolha indicava 13% e o Ibope 14% no dia

anterior à votação.

No Amazonas as pesquisas desses dois institutos nacionais e mais um regional,

indicavam que não haveria sequer segundo turno, no entanto a disputa foi acirrada

e acabou em um empate técnico entre José Melo que tentava a reeleição e o senador

Eduardo Braga que pleiteava voltar ao Governo que venceu com 43, 38%, contra 43,

34%.

Vamos ser corretos, ou melhor, honestos e evitar que o dinheiro compre o caráter ou a

dignidade de uma empresa, que se mostra ao longo dos anos a serviço de pessoas e não

da sociedade. Claro, erros de pesquisa. em um pais continental podemos até aceitar,

porem regionalizando mais uma vez, não podemos acreditar que isso ocorra sem má

intenção, sem trocas de favores financeiros.

No Amazonas um Instituto novo o DMP, conseguiu desde o primeiro turno manter

e criar a realidade das urnas, enquanto que outro, mais antigo e supostamente mais

estruturado, se mantinha longe do resultado.

A manipulação serve para quem afinal? Serve para o candidato construir mais apoio,

mesmo estando na realidade, sem chances de vencer, conseguir apoio financeiro de

empresários, que claro após as eleições querem suas benesses, enfim, serve ainda para

conquistar os indecisos e aqueles que ainda hoje dizem “Não vou perder meu voto por

isso voto no fulano”. Pois bem, chega de manipulações, alguma coisa precisa ser feita e

com urgência, para que as pesquisas não possam ser manipuladas, porem sou pessimista

quanto a isso, pois a nível federal, os manipuladores venceram a eleição.

Coluna Ari Mota

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